quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Dualidade



Infinitamente incompreensível
Imensuravelmente complexo
Constantemente dual
Completamente obscuro
Supostamente indeciso
Teoricamente necessário
Absolutamente questionável
Essa é a finita fase de compreensões
previsíveis e simples, porém inconstantemente
objetivas, meio distintas, certamente
expostas, praticamente desnecessárias e
talvez questionáveis.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006, 21:48:19

sábado, 18 de agosto de 2007

Ir sem vir, voltar sem ir


Melodia que vai
Ela soha em vir
Vira e mexe
Volta
A mesma canção que desperta em mim a paixão de versar
É como uma donzela descobrindo quando falar
[Vai, porém volta
Até aprender que o segredo não está na ida, nem na volta
Mas de quem se está acompanhada.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

VelhoAnanovo


Meu forasteiro há de vir
Vai me levar ao sertão
Nossas águas serão uma nova canção
Vai ser o velho no novo
vai ser o novo no velho
Ele me chamará, Ana e eu vou desbravar seu batedor
sua arte vai ser minha, minha arte vai ser sua
Fonte de inspiração
Vai ser o velho no novo
Vai ser o novo no velho







domingo, 5 de agosto de 2007

O silêncio que cria


A sabedoria do silêncio não está na ausência das palavras
Mas na presença do pensamento
E não basta pensar
É necessario criar
A arte é o pensamento criado
O artista fala através do que cria
Seus versos soltos
Sua poesia

A vida de quem cria
é a vida da cria
E em tudo se vê criação
Minha alma grita: cria, me cria
eu sou de poesia e osso

Minha alma é de versos soltos

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

O poeta


Ele não chama atenção
Sua arte é escandalosa
Seus gritos são escritos
Seus versos são vida
São como o ar rarefeito
E sua compreensão é salvar-se da asfixia após a morte.