

Quando eu surjo assim vorazmente, coisas transcendem meus sentidos, sufocam meu equilíbrio e tudo vira tato, pele, ilusão, estação.
É que as vezes eu sou excesso, em outras escassez, é minha essência poética, talvez.
Será a falta de um vício, de um dito escrito, um grito ou um mito? O coração quer pular fora.
Esse meu sentir imperioso ultrapassa corpo, alma e espírito, sinto um desejo enorme de tudo e nada ao mesmo tempo, uma vontade de parar e não me aquietar, quero te tocar com emoção.
Prefiro, todavia, morrer de sentir, amar, gritar, chorar e espernear a me entregar ao mundo vazio de outrora.
